• Cristiano Pimenta

Portas e janelas ENCOSTADAS, Que PAÍS é ESTE?

|“Pode-se enganar a todos por algum tempo; pode-se enganar alguns por todo o tempo; mas não se pode enganar a todos todo o tempo”. By Abraham Lincoln


Recentemente diversas notícias vieram à tona, trazendo à realidade o que já se sabia, no entanto não nos importávamos.  O que causa tamanha estranheza, pois desde o Século XVI, Países que hoje são superpotências, já se organizavam para prática de espionagem, o que hoje alguns chamam de inteligência.


De certo que como tudo na vida muda, mudou também a perspectiva de um País colonizado, que a princípio não se esperava nada mais que a mera ocupação de um território, não em nome de uma nova sociedade, mas sim em interesses próprios, tanto que por mais um pouco, todas as nossas riquezas, teriam sido exterminadas.


A questão não é apenas o que o Brasil é hoje, mas sim o que será amanhã, me preocupa que a onda de interferência na Privacidade do Cidadão e na Soberania do País, traga uma perda significativa com impacto profundo no desenvolvimento desta nação, em especial para um mercado globalizado, cada vez mais competitivo.


De tupiniquins colonizados a um Brasil presente no Ranking das maiores economias mundiais, transitando entre a 7ª e 6ª posição, tendo seus vizinhos, como EUA, Japão, Alemanha, França e Reino Unido, não deveria ser novidade, esbarrarmos com a personalidade histórica de espionagem.


O apoio tímido do governo, frente à necessidade de investimento em desenvolvimento de tecnologia que proteja os interesses da nação, amplifica este cenário de insegurança, gerando de forma visível a perda de competitividade, vide um trecho da reportagem publicada no Portal Terra em 06 de Agosto de 2013•15h28, onde menciona


“Tem uma carta muito interessante assinada por Thomas Shannon onde ele festeja com a NSA a espionagem que os Estados Unidos fizeram no País antes de uma conferência internacional onde foi fechado um acordo econômico. A espionagem deu ao governo americano muita vantagem para saber as estratégias do Brasil”, revelou o jornalista nesta terça em audiência pública na Comissão de Relações Exteriores (CRE) do Senado”.


O motivador para AGIR

“De tupiniquins colonizados a um Brasil presente no Ranking das maiores economias mundiais, transitando entre a 7ª e 6ª posição, tendo seus vizinhos, como EUA, Japão, Alemanha, França e Reino Unido, não deveria ser novidade, esbarrarmos com a personalidade histórica de espionagem”.


Bom, nem tudo esta perdido, num País que transpira criatividade, não se espera que as empresas brasileiras vejam apenas o caos, e sim uma fonte de oportunidades, persistindo em pesquisa e desenvolvimento de soluções de segurança que possam em algum lugar no tempo, permitir a nossa tal sonhada Soberania.


Elencando as principais áreas de interesse e que devem ser persistentemente protegidas, tais como: Telecomunicações, Energia, Abastecimento Água, Transportes e Finanças. O documento é rico em informações e direciona o que deve ser protegido, o que nos falta é a prioridade para colocarmos em prática, analisando os riscos de forma objetiva e prática, definir as prioridades, alocando recursos Humanos, Tecnológicos e Financeiros coerente com o nível de proteção que se espera.


Convém a implementação de um modelo de monitoramento que suporte a prevenção, detecção e reação à “ofensivas de espionagem” e sem dúvida, garantir que haja a manutenção dos esforços sejam um compromisso legal do governo como instituição, evitando assim o conflito de interesses partidário, a final, o interesse é da sociedade.


Sim, nossas portas e janelas estão encostadas, por enquanto, pois ao menor esforço, estarão escancaradas, com potencial comprometimento das infraestruturas criticas da informação, como aponto o documento elaborado na sua 1ª. Versão em novembro/2010, pela Presidência da República, por meio da Secretaria Executiva e Departamento de Segurança da Informação e Comunicações, são consideradas infraestruturas crítica às Instalações, Serviços e Bens que interrompidos ou destruídos, provocarão sério impacto social, econômico, politico, internacional ou à segurança nacional.


Por fim, como disse Mahatma Gandhi “Cuide dos meios. O fim cuidará de si mesmo”, e ecoado por um amigo, passou da hora do Brasil se posicionar de forma efetiva, não podemos conviver com a sombra do atraso, precisamos avançar, nosso futuro, nossa privacidade, nossa soberania, se constrói hoje.


Cristiano Pimenta é diretor de Produtos da ARCON, empresa especializada em Serviços Gerenciados de Segurança de Tecnologia da Informação. Sua trajetória profissional ao longo de 20 anos de experiência em segurança da informação, tecnologia da informação e recursos humanos, inclui atuações de liderança na Módulo Security, Telemig Celular, Amazônia Celular e Vivo | Telefônica.

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