• Cristiano Pimenta

O cibercrime está no ar

O brasileiro está cada vez mais conectado. Até junho de 2017, de acordo com a Anatel, o país já possuía mais de 240 milhões de linhas móveis em operação, um número surpreendente perto da população de 207 milhões de habitantes. Desses 207 milhões, em 2016, 57% já tinha no bolso um smartphone. Isso significa mais acessibilidade, mais informação e mais riscos.



A praticidade aumentou com os dados cada vez mais disponíveis em todo o lugar. No entanto, junto aos benefícios vieram também os potenciais problemas de segurança, como os ataques cibernéticos. Isso porquê os dados pessoais ainda são o alvo favorito dos cibercriminosos. Com essas informações em mãos, os cibercriminosos podem realizar transações comerciais e bancárias e até fazer crediários em nome da vítima.


Entretanto, não podemos esquecer também dos crimes ligados ao ódio, à discriminação e à calúnia, todos de alguma forma, buscando potencializar o medo, restrição do direito de ir e vir, e o preconceito, que são uma ameaça às liberdades individuais.


O cibercrime afeta diretamente a vida do cidadão quando restringe o desenvolvimento econômico do país, pois inibe a relação de consumo. Tal restrição está baseada na insegurança gerada por fraudes, roubos de informações, falta de privacidade etc. Ao mesmo tempo, afeta também a credibilidade de empresas e instituições, que se tornam vulneráveis aos grandes ataques cibernéticos como os que ocorreram no último ano.


Mas algumas questões ainda fazem com que o aumento do cibercrime continue. Faltam leis que amparem vítimas. Regulamentos e procedimentos legais que servem não apenas coibir, mas também penalizar as ações ilegais dos cibercriminosos. Falta também disseminar o uso consciente dos smartphones e computadores. Obviamente, os riscos aumentam quando a pessoa acessa sites duvidosos, faz download de arquivos suspeitos em seu dispositivo ou computador ou quando cria e/ou compartilha senhas.


Dito isso, podemos abrir uma nova discussão. O fato é que essa insegurança e falta de consciência também vem da falta de iniciativa em discutirmos e conscientizar-nos sobre as nossas responsabilidades e riscos no ambiente online. O baixo esforço em programas de conscientização, seja pelas empresas e provedores de serviços ao cidadão, tem contribuído para que muitas pessoas sejam afetadas pela falta de conhecimento e clareza dos riscos associados ao uso das redes, pessoais ou corporativas.


É fundamental ampliarmos a nossa atuação nesta nova sociedade digital, seja na esfera pública ou privada. Temos, sim, responsabilidade, e precisamos nos orientar, nos educar e nos prevenir para buscarmos um ambiente mais seguro.


Ao se perceber vítima de um cibercrime ou ataque, por exemplo, procure registrar junto às autoridades competentes. Sempre busque coletar e guardar todas as evidências que possam contribuir para esclarecimento dos fatos apresentados e também como futura prova judicial. Este é um passo relevante para um avanço nas investigações e identificação do autor.


Cristiano Pimenta é diretor de Serviços da ARCON, empresa especializada em Serviços Gerenciados de Segurança de Tecnologia da Informação. Sua trajetória profissional ao longo de 20 anos de experiência em segurança da informação, tecnologia da informação e recursos humanos, inclui atuações de liderança na Módulo Security, Telemig Celular, Amazônia Celular e Vivo | Telefônica.

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